Friday, 24 February 2012

A Moura Aveirense surgiu há 5 anos!

Entre momentos bons...

... menos bons...

.. surreais...


... de intenso trabalho (a "metódica" Moura Aveirense - como dizem - lá vai tentando manter este canto)...

... tanto passando pela confiança como pela insegurança...



... com momentos recheados de livros, CDs, concertos, viagens, ...

... (até no Facebook a Moura Aveirense se meteu, geeeeeezzzzzzzz)...

... e momentos verdadeiramente mágicos...

... assim se passaram 5 anos de Moura Aveirense. Incrível como o tempo passa.
Who knows como estará a Moura Aveirense daqui a mais 5 anos. Obrigada por continuarem a passar por cá ;)



Viver é...

Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'


(Cartoons dos Mutts, Harold's Planet, Cathy Thorne, Savage Chickens, PhD Comics e Quino... figura retirada do Women Reading)

10 comentários:

FanaticoUm said...

Muitos parabéns e continue!

Anonymous said...

Querida Amiga (ao fim de 5 anos permite-me esta expressão e além do mais és a unica pessoa que conhece meu nome e "pseudónimo" passe expressão :-)e, curiosamente ou não, nunca nos vimos.),então a puxar o lustro..nunca é demais agradecer a oportunidade de muitos bons momentos de leitura, bem hajas Moura :-).

Miguel Pestana said...

Parabenizo-a por manter o blog sempre actualizado com música, Literatura, cinema,etc..

Continuações e que venham mais 5.

Abraço

Mário said...

Cinco anos é muito bom !

Parabéns, e happy returnings of the day, Moura.

Anonymous said...

Não tem significado nenhum, mas o comentário do anónimo é meu que talvez com a emoção esqueci-me de assinar ahahahahh.Desculpa, não resisti.
abraço.
intruso

Piquenina said...

parabéns, pois então!

Paulo said...

Viva, Moura! Cinco aninhos, já? Txiii. Parabéns.

lalage said...

Parabéns!
E mais 5 e 5 e 5 e tal e tal.
Adorei a escolha dos cartoon para ilustrar o post. Aliás, como sempre :)

Moura Aveirense said...

Um abraço a cada um de vós. Continuem a parar nesta minha "sala" :)

Moura Aveirense

Anonymous said...

parabéns, atrasados... mesmo assim, sentidos parabéns Mouríssima !


"(..)
Nada é absurdo. Senão, o céu estaria em baixo e a terra em cima, a água correria para dentro e o vento seguraria as folhas outonais. Acreditai por isso: porque não é absurdo.

Nem o fogo arrefece os corpos nem o frio os anima; e os corvos são pretos. O sol pertence ao dia como a lua à noite, o ar flui e reflui e a planície está quieta.

Os grandes espaços estão em silêncio; no entanto, há vozes no interior das salas e murmúrios nos quartos; os gatos miam e os cães ladram; e no grande deserto, ao fim da tarde, as caravanas passam. (...)"

Nuno Júdice