
(Pintura de Botero)
Uma lisboeta em terras aveirenses... Um blog sobre "manias": música (clássica, mas não só...), livros, viagens, fotografia, pintura... e ciência







Zumbido
dos insectos na noite
brilho do poema
em discreta agitação
Mário Rui de Oliveira























Amor sem tréguas
É necessário amar,
qualquer coisa ou alguém;
o que interessa é gostar
não importa de quem.
Não importa de quem,
não importa de quê;
o que interessa é amar
mesmo o que não se vê.
Pode ser uma mulher,
uma pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lá o que for.
Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
que a sonhar se precise.
Amar por claridade,
sem dever a cumprir;
uma oportunidade
para olhar e sorrir.
Amar como um homem forte
só ele o sabe e pode-o;
amar até à morte,
amar até ao ódio.
Que o ódio, infelizmente,
quando o clima é de horror,
é forma inteligente
de se morrer de amor.
António Gedeão
(Fotografia tirada no Gerês, a 9 de Junho de 2007)


Há quem ache estes números preocupantes, eu considero acima de tudo os dados interessantes e que sem dúvida merecem reflexão (principalmente pelos responsáveis dos partidos políticos). Tanta gente que sai de casa e se "dá ao trabalho" de ir votar em branco ou nulo quer mostrar, a meu ver, com o seu voto de protesto que algo não vai bem cá no burgo...
O cenário extremo, isto é, uma esmagadora percentagem da população votar em branco, foi escrito por José Saramago no seu intenso livro "O Ensaio sobre a Lucidez", o qual recomendo vivamente. Já estivemos mais longe deste cenário, creio...






