Friday, 31 October 2008

... preparem as abóboras!


Halloween is coming...

Eu não acredito em bruxas... mas lá que elas existem, existem...
(Ditado popular)

;) A Moura Aveirense vai pela primeira vez vivenciar o Halloween em terras Americanas! Be careful... Trick or treat!


(Fotografias tiradas em New York e Carolina do Norte - a fotografia de baixo, à esquerda, mostra uma venda de abóboras em frente de uma Igreja :) que fantástico ver o sagrado e o profano juntos!)

Wednesday, 29 October 2008

Apresentação oral numa conferência...



Tuesday, 28 October 2008

Eleições@USA - Os candidatos num programa humorístico?!?

Alguém está a imaginar o Prof. Cavaco Silva, o Dr. Mário Soares ou o Dr. Jorge Sampaio num programa humorístico (por exemplo, com o Herman José) em plena campanha eleitoral?!? My God... aqui nos EUA, não há candidato que se preze que não vá ao "Saturday Night Live", para demonstrar que tem sentido de humor... ver vídeo, com a candidata a vice-presidente Sarah Palin... Surreal...

Frio, muito frio...

... é o que se sente aqui no Kentucky. Temperaturas inferiores a 9ºC, brrrrrrrr... odeio frio, odeio!! Felizmente, amanhã de noite já estarei noutro Estado, um pouco mais quente...




Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?

Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono

Nenhum súbito súbdito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha

qualquer. Mas eu que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha

Ruy Belo

The US Election campaign is reaching the peak!...

Monday, 27 October 2008

Autumn in New York...


Outubro deve ser das melhores alturas para visitar Nova Iorque. Apesar do tempo que começa a estar frio, há prazeres inconfundíveis...

... pedir um chocolate quente no Starbucks...

... o Central Park pleno de folhagem encarnada e amarelada e cheio de pessoas a aproveitar a tarde de domingo (até a fazer um piquenique na relva, que é algo que eu tenho imensa pena que não exista o hábito nas cidades portuguesas!)... com os esquilos a divertirem-se perdidamente no meio das folhas... e encontrar música jazz ao vivo...

... e, a meio da tarde de domingo, porque não assistir a um concerto com o "gato" Bryn Terfel?... no more comments, é realmente a cidade onde tudo acontece. Que bom aproveitar uma escala entre aviões desta forma!

No início, estranha-se, depois entranha-se em NY... foi isso que me aconteceu. Não gostei particularmente de NY quando cá estive pela primeira vez, em 2004. Continuo a achar que não é uma cidade bonita do ponto de vista geral; tem, sim, com recantos muito especiais (como o Central Park), mas principalmente trata-se de uma cidade esmagadora, que corre a uma velocidade alucinante...

video

Entretanto, a semana de trabalho começou e a Moura Aveirense já está no Kentucky, in the middle of nowhere, numa conferência :-)

Livros de viagem...

Quando se está a pular de Estado em Estado e de aeroporto em aeroporto (como vai ser o meu caso nesta semana) é importantíssimo levarmos companhia... e a companhia de um livro é sempre bem-vinda!




Conversas em aviões...

Nos aviões é habitual haver dois dedos de conversa com as pessoas que viajam perto de nós. Algumas pessoas são mais caladas, outras vezes somos nós que não estamos muito virados para a conversa. Desta vez, calhou à Moura Aveirense ter uma animada conversa com uma cineasta independente (portuguesa) e um empresário americano, que voltava de Angola. É engraçado depararmo-nos com realidades muito diferentes das nossas, mesmo que ao fim da viagem cada um siga o seu caminho ("see you... never").

Entretanto, Obama + McCain fazem, claro, as manchetes de todos os noticiários e já se vêem muitas abóboras prontas para o Halloween :-)

Esquilos in USA?!? Claro!



É raro não os encontrar, aqueles bichinhos fofos!

Sunday, 26 October 2008

Just a couple of hours in New York City...




New York, New York


A primeira vez que cheguei a Nova Iorque não foi a cidade que me impressionou logo. A linha iluminada daquele horizonte pontilhado de luzes e reflexos no caminho de JFK para Manhattan é uma espécie de bilhete universal, uma imagem gravada dentro das nossas cabeças, e uma das mais belas paisagens do mundo mas, não foi isso que me impressionou. Foi o som, o som subterrâneo da cidade, o som surdo e confuso de milhões de pessoas apinhadas num espaço restrito, uma ilha de nada onde cabe o mundo inteiro. O som das ambulâncias e carros de bombeiros, o som dos respiradouros do Metro donde se escapava um vapor quente e húmido com cheiro a gente, o som das buzinas dos carros, o som electrónico dos semáforos, dos letreiros de néon a crepitar, o som dos vendedores de cachorros quentes e "pretzels", o som do vento nas árvores de Central Park, o som dos elevadores nos hotéis, o som das sirenes da polícia, o som de tiros algures, o som dos lamentos dos pedintes e vagabundos sentados nas esquinas das ruas com um letreiro ao pescoço, o som das gargalhadas nos restaurantes, o som de garrafas a partir contra o asfalto, o som das patas dos cavalos das charretes, o som dos amantes. O som da desordem da Humanidade, o som da tristeza, o som da felicidade. O som dos gritos e vozes em muitas línguas, espanhol, inglês, chinês, hindu, francês, sueco, árabe, urdu, o som bélico da mistura do homem com o homem numa harmonia sem precedentes na sua história.

Nova Iorque é isso, a Babilónia no seu período de esplendor, a Torre de Babel original, onde os contrários produzem o melhor exemplo do directo dos homens a perseguir a felicidade, como disseram os fundadores da América. A cidade era muito mais perigosa nessa época, e saía-se à rua com 30 dólares na carteira para dar ao assaltante "just in case". Lembro-me que uma noite me deu uma fome criativa por volta das três da manhã e resolvi ir a uma "deli" na 3ª Avenida, junto à Rua 64, uma zona abastada e residencial de Manhattan. De repente, entrei num episódio de "Hill Street Blues", uma série de polícias e ladrões mais ou menos desse tempo. A loja foi assaltada por um ladrão solitário e armado e a polícia entrou por ali aos tiros. Dois minutos depois de eu ter saído de lá com a minha salada de frutas e uma "bagel" com creme de queijo. No meio da violência, a cena parecia estranhamente normal, porque aquilo fazia parte de Nova Iorque, do som, o som colectivo de que eu tanto gostava. O medo era parte da substância e da energia de Nova Iorque, e o medo juntava-se às outras emoções que a cidade oferecia os moradores e visitantes. Nunca vim a Nova Iorque, onde escrevo estas linhas, sem sentir essa emoção quando corro as ruas a pé e verifico que o planeta abriga a mais estranha colecção de espécimes conhecidos e que uma parte dessa colecção veio parar a esta ilha, às margens destes rios, unida pelo desejo da liberdade e desse direito à felicidade. O que torna Nova Iorque diferente de todos os outros lugares no mundo é a população, primeiro, e a arquitectura, depois. E essa arquitectura, dos arranha céus "trumpantes", como Mr. Trump, aos edifícios de fábula, como o Empire State e o Chrysler, é o resultado da diversidade do gosto e do senso. Os emigrantes fizeram a América em camadas sucessivas. Agora, nos trabalhos mais mal pagos, vêem-se mexicanos, peruanos, bolivianos, venezuelanos e outros sul-americanos, como dantes se viam afegãos ou paquistaneses, árabes ou malaios, chineses ou italianos. Ou portugueses, de reconhecida competência e probidade como mordomos exclusivos ou corretores da bolsa, tanto faz. Também integrámos a Babel e a ajudámos a crescer. A metrópole brutal e brutalmente bela, iluminada e sem sono, onde nada fecha ou cessa. Nova Iorque é um hino ao emigrante, à sua coragem e determinação, trabalho e criatividade. um hino à sobrevivência em duras circunstâncias. O que torna o atentado do 11 de Setembro tão terrível não é o número de vítimas ou a destruição das torres, é o facto de ter atingido o coração, a essência de Nova Iorque. E ter assassinado várias nacionalidades. os que dizem que os americanos estavam a pedi-las não sabem o que dizem, porque não foram, os americanos as vítimas, foi o mundo todo. O lugar continua triste e desabitado, como dizia Cesare Pavese, nada mais inabitável do que um lugar onde se foi feliz.

No meio do pavor financeiro e da derrocada, a cidade continua igual, com o consumo no topo, com a agitação nas lojas que saldam produtos todo o tempo. Os que acham que o capitalismo liberal morreu aqui enganam-se sobre o poder desta economia, que gerou a maior riqueza de que há memória, para se renovar e para sobreviver. Esta é a regra americana. Mas nada será como dantes. A Nova Iorque que eu conheci da primeira vez, no final dos anos 70, era uma metrópole infinitamente mais pobre e habitada com gente mais miserável. Houve ganância e "hubris", mas também houve prosperidade e igualdade. Os pedintes juncavam os passeios, onde estão eles hoje? Os que decretam a morte de Wall Street com tanto gozo deviam lembrar-se disto. A cidade continua a sua marcha à procura do dia seguinte, apenas do dia seguinte, sem amanhã que canta. Um novo capitalismo pode emergir desta crise, mais consciencioso, mais criativo, menos egoísta. Mas, com todos os seus defeitos, este ainda é o lugar onde todos gostaríamos de viver. Ou de ter vivido. A nossa rapsódia de Gershwin, o som que é a síntese romântica da cacofonia de Manhattan.

Clara Ferreira Alves, in "Expresso", 4 de Outubro de 2008

Saturday, 25 October 2008

Primeiro para Sul, depois para Oeste...



A Moura Aveirense ruma a Lisboa para apanhar o avião para os EUA. Mais uma viagem em trabalho... Na semana anterior às eleições americanas vai ser interessante "sentir o pulso" às vibrações pré-eleitorais... so keep posted. Bom fim de semana.

Friday, 24 October 2008

Preparativos de viagem...

... adoro viajar... mas não gosto nada de preparar a mala. Parece algo antagónico, não é? Levo sempre coisas a mais, para estar pronta para o frio ou para o calor, vou sempre pesada... mas, comparativamente às minhas primeiras viagens, que diferença! Agora sou muito mais disciplinada.... mas o acto de "fazer a mala" continua a ser considerado "uma seca" para a Moura Aveirense.

Lá fora ou cá dentro, tenham um bom fim de semana.




A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Mário Quintana


(Fonte: NYTimes)

A preparação para dar uma aula...


(T.A. = Teaching Assistant)

Thursday, 23 October 2008

A importância dos avós...


... a ler, no novo livro do Professor Daniel Sampaio.



Sinopse
Perante a diversidade actual dos modelos familiares, fará sentido continuar a falar da importância da família? Os valores que cimentaram a história de uma geração devem ser esquecidos ou, pelo contrário, transmitidos aos mais novos? A fragmentação de muitos casais pelo processo de divórcio conduz quase sempre a um corte emocional com a família alargada, ou pode proporcionar uma reflexão sobre a continuidade dos elos significativos através das diversas gerações?
Qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia da continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parecem recear a palavra?
Estas são algumas das questões discutidas em A Razão dos Avós. A partir de uma pesquisa aprofundada sobre as suas próprias raízes familiares — as famílias Bensaúde Branco e Sampaio Carvalho —, Daniel Sampaio centra-se no papel dos avós no quotidiano familiar, mas pretende ir mais longe: sustenta que a razão está do lado dos avós porque, como historiadores da família, garantem a autonomia e a diferenciação dos mais novos.
Em diálogo com Eulália Barros, na sequência da correspondência já trocada no livro Lavrar o Mar, discute-se o significado actual dos valores num mundo em mudança.
A Razão dos Avós é um livro para ser lido e discutido por todos aqueles que se inquietam com as relações humanas e ainda não desistiram de alcançar um mundo melhor.
É de especial interesse para avós, pais e educadores, que nestas páginas poderão encontrar algumas respostas às suas inquietações.

(Fonte: http://danielsampaio.no.sapo.pt/)

É muito estranho ouvir uma gravação da minha voz...



... parece que não corresponde à realidade... Já vos aconteceu o mesmo?

Wednesday, 22 October 2008

Festivais de Outono 2008

Começam depois de amanhã os Festivais de Outono 2008. Durante cerca de um mês, vários concertos, masterclasses e conferências de música clássica e jazz invadem a Veneza de Portugal :) O programa completo de todas as actividades, aqui.

O concerto de abertura realizar-se-à na sexta-feira, às 21h30m, no auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro. A entrada é livre :) e cá fica o programa:

Orquestra Filarmonia das Beiras
Fausto Neves, piano
Vasco Pearce de Azevedo, maestro convidado

I PARTE

Mendelsohn, Félix (1809 -1847)
Abertura A Bela Melusina

Chopin, Frédérice (1810 - 1849)
Concerto para Piano e Orquestra nº1 op. 11 em Mi menor

Allegro Maestoso
Romanze (Larghetto)
Rondo (Vivace)


II PARTE

Bizet, Georges (1838-1875)
Sinfonia em Dó Maior

Allegro vivo
Adágio
Allegro vivace/scherzo
Allegro vivace




(um pouco do romantismo do 2.º andamento do concerto para piano de Chopin...)

Num dia de vento muito frio...


... aparece um novo livro de poesia, acabadinho de sair, para aquecer os serões... Agasalhem-se.


(Fonte capa: http://ler.blogs.sapo.pt/)


Vento

Aprendo a canção do vento. Fixo-a
num pedaço de quartzo; e ela ecoa
nos gastos cristais da terra,
com o peso do ar na matéria do som.

Mas o vento não canta; e quando
o ouço, decoro o que me diz para
o repetir, à noite, no silêncio
da casa em que o vento não sopra.

Ao longe, porém, o vento parece
cantar quando agita as árvores, empurra
as nuvens, traz os barcos ao porto.

E o que ele me diz, como seu
murmúrio distante, tem a música
que passa e não volta a tocar.

Nuno Júdice, in "O Breve Sentimento do Eterno"

video

(Olhar retirado em Vila Nova de Cerveira, no Miradouro do Veado, durante o Verão de 2008... e ao longe, misturados com o vento, os sons de um vira do Minho...)

O Outono instala-se...


... já se nota nas temperaturas. Hoje está uma aragem fresquíssima em Aveiro.... demasiado fresca.

Tuesday, 21 October 2008

Uma tarde em New York City?!?


Se tivessem apenas uma tarde para passar em Manhattan, o que fariam?... Aceitam-se sugestões.

(Olhar captado em 2004, em Times Square)
video

E o semestre já decorre em velocidade cruzeiro...



Monday, 20 October 2008

Mar & Mozart...

Mar!
E é um aberto poema que ressoa
No búzio do areal...
Ah, quem pudesse ouvi-lo sem mais versos!
Assim puro,
Assim azul,
Assim salgado...
Milagre horizontal
Universal,
Numa palavra só realizado.

Miguel Torga, in «Diário XI»


Há prazeres preciosos que se devem disfrutar lentamente...

... passear em boa companhia, sem relógio, na praia...


... ouvir o turbilhão do mar em alvoroço...

... respirar a maresia salgada...

... tempo morno, nem frio, nem calor, nem vento...

... apanhar conchas e búzios à beira-mar, revivendo momentos de infância / adolescência...

... num dos ouvidos, o auscultador do iPOD começa Mozart... o puro génio
nesta ária... o som do Mar de um lado, o de Mozart noutro... na minha mente ficou gravada a perfeita conjugação entre os dois...

... no caminho de ida e de regresso, estar entre o Mar e a Ria...


... encontrar morangos de produção local à venda em Outubro...


...... aqui está uma tarde perfeita, para refrescar a mente. Melhor do que nos enfiarmos num centro comercial, don't you think?

(Fotografias tiradas na Torreira, Outubro de 2008)

Conselho para o início de semana...

... não percam muito tempo na escolha da foto que vão colocar no MSN ou outros softwares de conversação... o país necessita de produtividade. Bom início de semana.

Sunday, 19 October 2008

Oferendas literárias...

Sim, porque como já referi no passado, «as mulheres que lêem são perigosas» ;)


Sinopse
O Caçador de Tesouros, peregrino incansável do mundo, dá-nos uma fatia da sua vida, faz-nos ver com os seus olhos tudo aquilo que vê: a «árvore do bem e do mal», os montes, as pedras, os campos, enfim, toda uma paisagem que se estende perante os seus olhos, e também perante os nossos. Como elemento central de adoração e culto está o mar: o seu irresistível chamamento, a vida que encerra em si, a rebeldia que nos fascina e amedronta. O Caçador de Tesouros viaja e relembra o mar, do qual não pode estar longe, pois ele é parte indissociável da sua vida.



Sinopse
Começamos por uma casa, pelo sentimento uma força em exercício, um poder que vem de há muito tempo, quando essa casa era igual mas era uma herdade, um latifúndio, quando nada faltava – a família, as empregadas na cozinha, o feitor, os campos, a vila ao fundo, e a voz do avô a comandar o mundo. Agora há fotografias no Alentejo em vez de pessoas, e há objectos, cientes que também acabarão sem ninguém, há memórias de quem dorme, ou morreu, mortos que não sabem se a vida foi vida, há os irmãos, um é autista, e a imagem da mãe muito nítida, sempre de costas “(alguma vez a vi sem ser de costas para mim?)”. Nessa altura já não se sabia a que cheira o vento, como não se sabe para onde foi a Maria Adelaide, morta também, foi para Lisboa? A herdade foi tirada ao autista, e a doença (de quem?) é um arquipélago branco nas radiografias dos outros, um arquipélago normal, inocente. Estão todos mortos ou estão todos a sonhar e trocaram de sonhos, como se pudessemos trocar de sonhos. De qualquer forma, sabemos que daqui a nada será manhã – mas aquilo que se disse ainda se ouve lá dentro“(-Não precisa de se casar comigo menino o seu pai nunca casou comigo)”E então vamos sabendo que não será manhã nunca.



Sinopse
Desde as últimas décadas do século XX, muitos psicólogos encorajaram a noção de que analisar e expressar constantemente as nossas emoções é uma coisa boa.
A Dr.ª Susan Nolen-Hoeksema questiona essa teoria, neste livro acerca do pensamento negativo. Encorajadas por uma cultura auto-analítica, as mulheres passam frequentemente horas sem fim a remoer ideias, sentimentos e experiências negativas.
Nolen-Hoeksema chama a isto “Pensamento Excessivo” e a sua pesquisa mostra que um número crescente de mulheres o fazem demasiado, o que as impede de lidar eficazmente com os problemas e viver uma vida gratificante.
Explica-nos:
- O que é o “Pensamento Excessivo” e o que o causa
- Por que razão as mulheres são particularmente propensas ao pensamento negativo
- Técnicas para ultrapassar o Pensamento Excessivo e encontrar soluções reais para os problemas
O tipo de problemas que nos fazem pensar de forma negativa – e como lidar com eles.



Sinopse:
Conhecido fotógrafo e perito em fotografia digital, Tom Ang ajuda-o a dominar o essencial da fotografia digital neste guia acessível. Descubra tudo o que precisa de saber e mais ainda, desde que tipo de câmera comprar até como publicar imagens na internet.
Características principais das máquinas digitais, do software e dos acessórios.
Sugestões práticas sobre a forma de melhorar a sua técnica. Princípios da manipulação de imagem, desde ajustes até efeitos especiais.
Ideias inspiradoras para explorar todo o potencial das imagens digitais.

(Fontes: BuyinPortugal.com, Weboom.pt, Fnac.pt)

Aproveitar o domingo...

Saturday, 18 October 2008

Deolinda - apenas duas recomendações...


1. Quem não conhece o grupo "Deolinda"... apresse-se por favor a fazê-lo. Não sabe o que perde. É que não sabe mesmo!

2. Quem diz que o fado é chato... bem, "agarrem-me, que eu vou-me a ele / nem sei o que lhe faço"... ;) Chega de ideias pré-concebidas!
Um espectáculo desta qualidade a preços que iam dos 3 aos 12 Euros?!? Não posso dar mais adjectivos, não estou para isso, já quase tudo foi dito aqui e acolá. A Moura Aveirense não conhecia muitas músicas (aliás, fiz de propósito e esforcei-me por não cair à tentação de ouvir as músicas no youtube e outros que tais) e fartou-se de cantar e de dar ao pé ;)

Definitivamente, uma pérola fresca na música portuguesa.

Para aqueles que estão curiosos e não foram ontem ao Teatro Aveirense... devido à grande procura que se verificou, haverá novo concerto no dia 29 de Novembro :-)

Todos os sábados ruma-se a Sul...



Friday, 17 October 2008

... e hoje canta-se em português!

No Teatro Aveirense, o grupo Deolinda (do qual já tinha falado aqui) actua com sala esgotada!

Silêncio, que se vai cantar o fado?!?... Não... é tempo da Moura Aveirense ouvir fado lisboeta com atitude, boa disposição e pleno de ironia... em Aveiro ;) Aqui, canta-se e dança-se o fado. Bom fim de semana.




"Cantar a tristeza rindo"

Deolinda


(Fotografia tirada em Sintra, Setembro de 2008)

Quem canta, o seu mal espanta...



Thursday, 16 October 2008

Chocolates & Livros...

... marcas de um dia de aniversário que permanecem hoje, para aquecer a noite chuvosa. Boa noite.




Poema do Amor

Este é o poema do amor.

O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhe,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.

Este é o poema do amor.

António Gedeão


(Fotografia tirada no Oregon, EUA, Junho de 2008)

"Ressaca" pós-aniversário...

Wednesday, 15 October 2008

... e a Moura Aveirense festeja mais um Aniversário!

No ano passado festejei assim... este ano pretende-se igualmente um dia calmo, simples, com as pessoas de quem mais gosto perto de mim (pessoalmente ou por telefone, quando a distância nos separa).


Quero é viver - Humanos


[...]
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Álvaro de Campos (excerto de "Acordar")


(Fotografia tirada no Jardin du Luxembourg, Paris, pleno de tulipas - as flores favoritas da Moura Aveirense, Maio de 2008)

O tempo não pára, os anos vão passando...



Tuesday, 14 October 2008

A hora do descanso... em noite de lua cheia.




se do fundo da garganta aos dentes a areia do teu nome,
se riscasse com a abrasadura, se
em cima e em baixo mexido às escuras,
o forno com a mão a ver se ela podia
que uma púrpura em flor fosse até ao coração,
unhas e tudo,
que estremecesse, não por dito mas sabido
contra ti, e por artes
antigas trazer o ar, fazer uma
iluminação:
mudar o mundo para que o nome coubesse,
vivaz, tocado, fértil,
houvesse um dom inseparável, música, verbo:
se eu pudesse, se a terra
se atrasasse,
se pudesse em amarga língua portuguesa com o teu nome em qualquer
parte,
para eu mesmo riscar contra ti,
raiar contra ti,
sob
serapilheiras de sangue

Helberto Hélder, in “A Faca Não Corta o Fogo — Súmula & Inédita”



(Fotografia tirada na National Gallery of Art, Washington D.C., Janeiro de 2008)

As perguntas dos alunos ao Professor...


... enfim, é tudo uma questão de interpretação :-) Uma boa terça-feira.

Monday, 13 October 2008

Como correu o teu dia?

... e as conversas tecem-se entre si, sem cessar, sem espaço para silêncios embaraçosos... há tanto para contar. Boa noite.




Estaria o meu terno senhor a assobiar
à sua porta, ou quereria entrar de noite,
sem chave, no meu coração?

Sandro Penna, in "No brando rumor da vida"



("Portrait historié as Isaac and Rebecca" - mais conhecido como "The Jewish Bride" - de Rembrandt - Fotografia tirada no Rijksmuseum, Amesterdão, Maio de 2008)

Prevê-se um dia de chuva...

... é Outono, definitivamente. Bom início de semana.



P.S. A previsão meteorológica desviou-se um bocado e o dia em Aveiro foi bem morno e luminoso. Incertezas de Outono, talvez...

Sunday, 12 October 2008

O melhor naco na pedra!...

... come-se no Coreto de Carnide, em Lisboa, na opinião da Moura Aveirense. Segundo os estrangeiros que já trouxe a este local, trata-se de uma "cultural experience" a não perder! :-) Para os que preferem peixe, é igualmente possível escolher um "salmão na pedra", que até se derrete na boca :P

Mas a Moura Aveirense é uma adepta de carne... logo, que venha a carninha do lombo a assar na pedra quente, acompanhada de uns deliciosos molhitos e de umas migas de legumes... Podem-me dizer que Aveiro também serve um bom naco na pedra no "La Mamaroma"... decerto, mas não tão bom como o do Coreto...

(Já sabem, para as pessoas a quem este belo naco de carne não traz sentimentos de gula, têm uma boa opção acolá...)

A luz de Lisboa

Adoro Lisboa - Madredeus

Já tive esta conversa com várias pessoas de Aveiro, Porto e arredores e é raro compreenderem-me quando falo da luz de Lisboa. É uma luz intensa, faiscante, que "fere" os olhos e que encanta... só tive uma sensação semelhante em Paris.

Ser turista na própria cidade (mostrando-a a amigos de outros países) é um dos meus maiores prazeres. Aliás, já várias pessoas me disseram que se eu me "cansar" da minha actual profissão, terei imenso sucesso como guia turística, pois conheço todos os cantos "must-do" em Lisboa e arredores :) Ver a "cascata" de casas na baixa de Lisboa, atravessar as ruas estreitas dos barros históricos, degustar os belos pastéis de Belém, descobrir velhos e novos sabores em restaurantes autênticos e fazer uma pausa nos belíssimos (e, alguns deles, pouco conhecidos) miradouros de Lisboa é uma experiência a repetir sempre.

E se até me sinto um pouco "distante" de Lisboa (já não tenho paciência, por exemplo, para o trânsito, toda a confusão e frenesim, considerando que existe melhor qualidade de vida em Aveiro), há sentimentos incontornáveis e eternos... para mim, a visão que se tem sobre Lisboa quando se chega de avião, a partir do rio Tejo, é a mais bonita que conheço, de todos os sítios onde já estive. Que me desculpem os leitores do Norte...


(Fotografia tirada a partir do Miradouro da Graça - reparem na luz que é reflectida a partir do rio Tejo...)


Namorados da Cidade

Namorados de Lisboa,
à beira Tejo assentados,
a dormir na Madragoa.
Namorados de Lisboa,
num mirante deslumbrados,
à beira verde acordados.
Namorados de Lisboa,
ao Domingo uma cerveja,
uma pevide salgada,
uma boca que se beija
e que nos sabe a cereja,
a miséria adocicada,
à beira parque plantada.
Namorados de Lisboa,
sempre, sempre apaixonados,
mesmo que a tristeza doa,
namorados de Lisboa.
Namorados de Lisboa,
na cadeira dum cinema,
onde as mãos andam à toa,
à procura de um poema,
namorados de Lisboa,
que o mistério não desvenda
até que o escuro se acenda.
Namorados de Lisboa,
a apretar num vão de escada
o prazer que nos magoa
e depois não sabe a nada.
Namorados de Lisboa,
a morar num vão de escada.
Namorados de Lisboa,
sempre, sempre apaixonados,
mesmo que a tristeza doa,
namorados de Lisboa.

José Carlos Ary dos Santos

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...


... bem precisava de "hibernar" por uns dias...

Saturday, 11 October 2008

"Portugal no seu melhor"...


Uma capela no meio de uma rotunda?!?... Fotografia curiosa tirada em São Bernardo, a poucos quilómetros do centro de Aveiro. Alguém sabe se a capela é efectivamente utilizada?

Ufffffffffffffffffffff!...



... depois de uma semana de trabalho proveitosa mas muito desgastante, hoje estou assim...

Wednesday, 8 October 2008

Busy, very very busy...

... a Moura Aveirense está atarefadíssima e nos próximos dias andará literalmente de um lado para o outro ;)

video
(Olhar captado no Zoo de San Diego, Março de 2007)

Para sul...


Tuesday, 7 October 2008

O barroco no seu esplendor!






Philippe Jaroussky, Sandrine Piau e Sara Mingardo, juntos, entre outros?!? Wow... tudo isto por entre a batuta do "louco" Spinosi (com uma alegria contagiante a dirigir o barroco, lembro-me eu da saudosa Festa da Música do CCB). Mais um CD da "Vivaldi Edition", a aguardar ansiosamente!

Outono = Aves a migrarem...


Monday, 6 October 2008

Hoje tenho andado com esta música no ouvido...



(da banda sonora do filme "La vita è bella", uma das películas mais memoráveis para a Moura Aveirense... esta cantora - Noa - actua amanhã no Centro Cultural de Ílhavo)

"Rir é uma arte nobre. Fazer rir é levar a imaginação de quem nos ouve ao princípio da pureza. Limpa-nos por dentro".

Ruy de Carvalho



(Fotografia tirada em Goa, Janeiro de 2007)

Mais uma semana de aulas na UA...


Sunday, 5 October 2008

Um filme que promete...

... com a adorável Diane Lane e o "jeitoso" Richard Gere, filmado na costa maravilhosa da Carolina do Norte ;) OK, este é o momento kitsch da semana neste blog LOL




A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa...

Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça.

Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe

de súbito surgido à flor dos limos.
E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu.

David Mourão-Ferreira


(Fotografia tirada na costa da Carolina do Norte, EUA, Abril de 2007)

Dia da Implantação da República

Saturday, 4 October 2008

Os momentos simples...

... são os melhores. Um dia morno, solarengo, bom para caminhadas ao ar livre... sereno e pleno de sentimentos fortes e seguros.




A um ti que eu inventei

Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.

Um pesar grãos de nada em mínima balança
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.

Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr sobre lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.

Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas como o pensar te pudesses partir.

António Gedeão


(Fotografia tirada junto à Ria de Aveiro, 2008)

Dia do Animal

Friday, 3 October 2008

Noite ventosa...

... e fresca em Aveiro. É tempo de puxar um agasalho. Estamos no Outono, pois... Bom fim de semana.




Quando ouvi, pelo fim do dia, como o meu nome havia sido recebido com aplausos no Capitólio, ainda assim não foi feliz para mim a noite que se seguiu;
E, quando festejei, ou quando os meus planos foram atingidos, assim mesmo não me senti feliz;
Mas, no dia em que cedo me levantei, de perfeita saúde, renovado, cantando, inalando o maduro fôlego outonal,
Quando vi a lua cheia, a oeste, a ficar pálida e a desaparecer na luz da manhã,
Quando vagueei sozinho sobre a praia e, despindo-me, banhei-me, rindo com as águas frias, e vi o sol nascer,
E quando pensei em como o meu querido amigo, o meu amante, estava a caminho,
Oh, então senti-me feliz;
Então, cada fôlego me foi mais doce – e todo o dia, meu alimento me nutriu mais – e o belo dia passou bem,
E o seguinte chegou com igual alegria – e com o próximo, pelo fim da tarde, chegou o meu amigo;
Naquela noite, quanto tudo estava calmo, ouvi as águas rolar continuamente, lentas sobre as margens,
Ouvi o assobio sussurrado do líquido e das areias, como que dirigindo-se a mim, cochichando, felicitando-me,
Porque aquele que amo dormia comigo sob o mesmo cobertor na noite fria,
No sossego, nos outonais raios de luar, o seu rosto inclinado sobre mim,
O seu braço em redor do meu peito, suavemente – e naquela noite fui feliz.

Walt Whitman


(Fotografia tirada na Ria de Aveiro, 2008)

Muitos emails para responder...


... antes da "classe trabalhadora" partir para fim de semana.

Thursday, 2 October 2008

Sons interessantes, acabados de chegar...




E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.

Mia Couto, in "Idades Cidades Divindades"




Gosto de Jaroussky, Ciofi, ... estou a descobrir a voz de Dessay... e não aprecio mesmo Villazón a cantar música antiga. Um disco que me vai trazer, decerto, sentimentos contrastantes. Vamos ver se vou gostar.

Manhã para "fechar" várias tarefas!


´
... a lista é extensa. Mas primeiro... uma boa caneca de café com leite e um pãozinho quente (o maravilhoso pão de Aveiro!). Bom dia.


(Fonte: http://www.evilaine.blogspot.com - mas a canela é igual à da Moura Aveirense...)

Wednesday, 1 October 2008

Para celebrar a música...

... o leitor de CDs está aberto... prevê-se um serão musical, a celebrar músicas que tanto gosto. Dez anos de aprendizagem musical ensinaram-me a apreciar melhor a ciência dos sons... a escolher aquilo que gosto ou não (baseado em gostos estritamente pessoais), muito principalmente aquilo que me toca ou não...

Esta peça de Schubert para piano a quatro mãos é uma obra-prima. A minha noite do "Dia Mundial da Música" celebra-se primeiro, assim, com Maria João Pires. Boa noite.




Música, levai-me:

Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?

Eugénio de Andrade


(Pormenor captado em Arona, Itália, Abril de 2007)

... mas em Aveiro...

... não há nenhum evento ou concerto de música clássica que assinale o dia de hoje :(

Dia Mundial da Música

Aproveitem-no. Quanto a mim, no meu iPOD segue uma música embaladora e dançante :-) Uma excelente manhã.