
Sunday, 31 August 2008
Saturday, 30 August 2008
Final de Agosto, fim de férias...
Na próxima semana recomeça o trabalho e sei que o tempo para a entrega à leitura não vai ser o mesmo... é assim a vida.
(E quando as criancinhas actualmente só ligam a computadores e os papás acham que comprar livros é um desperdício de dinheiro... apetece-me, hummmm... grrrrr... só apetece à Moura Aveirense rever o seguinte vídeo...)
Os Prazeres da Leitura
[..]
Eu vejo a noite cair,
Algumas janelas que se iluminam na rua.
Numa delas uma jovem lê
Junto ao vidro.
Há muito tempo que não ergue os olhos,
Mesmo com a escuridão a chegar.
Enquanto há ainda um resto de luz,
desejo que ela levante a cabeça,
E eu consiga ver-lhe a cara
Que já consigo imaginar,
Mas o livro deve ser intrigante.
Além disso, que silêncio,
Cada vez que volta uma página,
Consigo ouvir o meu pai, que também volta uma,
Como se eles lessem o mesmo livro.
Charles Simic
("Female Nude Reading", de Robert Delaunay - Fotografia tirada no San Diego Museum of Art, EUA, Março de 2007)
Fim de semana de regresso...
Friday, 29 August 2008
Que desassossego!...
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É
ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
(Fotografia tirada no Museu Picasso, em Paris, Maio de 2008)
Sinalização em Portugal...
No local mais bonito de visitar em Vila Nova de Cerveira (no entender da Moura Aveirense) seria desejável que as indicações para lá chegar fossem um pouco melhores... como o GPS não detectava ;) a Moura Aveirense perguntou no centro da vila a um local, que baralhou toda a explicação (se eu tivesse ido pela indicação dele, acho que teria seguido para Espanha...). Depois de perguntar a outra pessoa lá se conseguiu vislumbrar o caminho de montanha e só aí se viu uma seta a indicar "Cervo"... depois as indicações pura e simplesmente desaparecem e se não fosse a "pista" seguinte, escrita à mão (ver foto), a Moura Aveirense iria direitinha ao Convento de S. Paio, na estradinha de curvas-e-contracurvas...

Thursday, 28 August 2008
Dormir, dormir, dormir...
Wednesday, 27 August 2008
Para almoçar em Lisboa...
- Frutalmeidas: ali na Avenida de Roma, perto da Av. E.U.A... não há pastéis de massa tenra e tarte de maçã melhores que aqueles, acompanhados por um sumo de fruta "verdadeira", isto é, sumo-absolutamente natural!...
- Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian: na cafetaria, entre pratos frios e uma bela mousse de frutos silvestres, a vista para o maravilhoso jardim da Fundação.
Talvez nos cruzemos por lá, um destes dias...
O que tem de ser tem muita força...
Exortação
Em nome do teu nome,
Que é viril,
E leal,
E limpo, na concisa brevidade
— Homem, lembra-te bem!
Sê viril,
E leal,
E limpo, na concisa condição.
Traz à compreensão
Todos os sentimentos recalcados
De que te sentes dono envergonhado;
Leva, dourado,
O sol da consciência
As íntimas funduras do teu ser,
Onde moram
Esses monstros que temes enfrentar.
Os leões da caverna só devoram
Quem os ouve rugir e se recusa a entrar...
Miguel Torga

(Fotografia de Saitoshi Saisuka)
Na praia ou no jardim...
Tuesday, 26 August 2008
Um livrinho muito bonito...

«Quando Alberto Moravia percorre a Índia, em 1961, é um escritor famoso. Os romances que lhe dariam um lugar cimeiro entre os intelectuais italianos do século XX - "Os Indiferentes", "A Romana", "O Desprezo", "A Ciociara" e "O Tédio" - já tinham sido publicados. (...)
Em muitos aspectos, a Índia dos nossos dias já não será a Índia que Alberto Moravia visitou no princípio dos anos 60 do século passado. O escritor soube, no entanto, procurar nela os traços de uma identidade ancestral. Quase meio século depois de ter sido publicado (...), o que mantém este livro actual - para lá da prosa elegante de Moravia - é o mérito de escapar à pequena anedota circunstancial, que talvez lhe acrescentasse em colorido aquilo que lhe subtrairia em capacidade de ler os sinais profundos de uma cultura milenar.»
Carlos Vaz Marques (Fonte: Tinta da China)

(Fotografia tirada em Goa, Janeiro de 2007)
A escrita sempre envolvente...
Nas páginas deste livro, Isabel Allende narra com franqueza a história recente da sua vida e a da sua peculiar família na Califórnia, numa casa aberta, cheia de gente e de personagens literários, e protegida por um espírito: filhas perdidas, netos e livros que nascem, êxitos e sofrimento, uma viagem ao mundo dos vícios e outras a lugares remotos do mundo em busca de inspiração, juntamente com divórcios, encontros, amores, separações, crises matrimoniais e reconciliações.
Também é uma história de amor entre um homem e uma mulher maduros, que ultrapassaram juntos muitos obstáculos sem perderem a paixão nem o humor, e de uma família moderna, desgarrada por conflitos e unida, apesar de tudo, pelo carinho e a decisão de continuar em frente. Esta é a família que descobrimos em Paula e que descende dos personagens de A Casa dos Espíritos.
Uma obra emotiva e escrita no tom irónico e apaixonado que caracteriza a autora, na qual nos entrega a soma dos seus dias como mulher e como escritora.
(Fonte: Difel)
«Palavra a palavra escreve-se um romance. Dia a dia constrói-se uma vida.»
Isabel Allende
Monday, 25 August 2008
As férias da Moura Aveirense...
Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caidos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.
Nuno Júdice
(Rui Veloso, um verdadeiro Senhor da música portuguesa! Que bem que fica a sua voz nesta canção!)
(Fotografia tirada em Stein am Rhein, Suíça, Agosto de 2007)
Sunday, 24 August 2008
Há locais onde o silêncio é profundo...
Para quê falar?
Mas para quê calar?
Não há ouvido para a nossa palavra,
mas também não há ouvido para o nosso silêncio.
Ambos se alimentam unicamente entre si.
E às vezes permutam as suas zonas,
como se quisessem amparar-se mutuamente.
Roberto Juarroz

(Fotografia tirada perto de Vila Nova de Cerveira, 2008)
E as leituras em férias continuam...

Sinopse:
O amor por um filho não é fácil de descrever. Sente-se todos os dias. Mesmo quando a vida na prega partidas, quando os casamentos se desfazem, quando estamos cansados e nada parece fazer sentido, há sempre um pequeno grande amor que fala mais alto. Neste segundo romance, Fátima Lopes onde conta a história de Gonçalo e Estela, duas crianças que têm em comum serem filhas de pais divorciados. Nada apontava para o fim daquele casamento. Margarida, com um bebé de meses nos braços, apaixona-se e decide separar-se. Com o divórcio, vêm as ameaças e as chantagens. É neste ambiente que cresce Gonçalo, protegido pelo amor de uma mãe disposta a tudo para garantir a felicidade do filho. Estela não está nas prioridades da mãe, ocupada entre o trabalho e as amigas. Foi o pai que lhe mudou as fraldas e a embalou nas noites agitadas. Com o divórcio, este pai não desiste de acompanhar a filha em todos os grandes passos da sua vida. Num discurso sensível e intimista, Fátima Lopes transporta-nos para o universo dos mais pequenos. Como os seus olhos vêem os dramas dos adultos, como sentem as disputas e os insultos sem sentido, como sofrem sem perceberem a razão. Os nossos filhos serão sempre pequenos para receber o grande amor que temos para lhes dar.
(Fonte: Esfera dos Livros)

Poeta de verso fácil, Ovídio é um símbolo da sociedade mundana e frívola de Roma. A Arte de amar parte de um pressuposto e de uma convicção: o amor obedece a uma técnica; e essa técnica, como todas, pode ser ensinada. A poesia didáctica, que outros haviam cultivado, com objectivos morais, literários, ou, mesmo, para ensinar os trabalhos do campo, adoptou-a ele, com um fim específico: ensinar homens e mulheres a seduzir e a fazer perdurar o amor. O ideal de beleza, masculina ou feminina, os mecanismos de sedução, os melhores métodos de obtenção do prazer e, mesmo, a arte da traição e do engano, eis alguns dos temas que preenchem este manual do amor, com mais de vinte e um séculos.
(Fonte: Cotovia)
Saturday, 23 August 2008
Bryn Terfel, novo CD...
"Sintomas" de estar em férias...
Friday, 22 August 2008
Reencontro
Riem-se. Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.
Mia Couto, in “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”

(Fotografia tirada em Faro, Julho de 2008)
Thursday, 21 August 2008
Bartoli & Flórez!


La sonnambula - NEW CD
Cecilia's latest new release is a brand new studio recording and the most complete and authentic recording of Bellini's La sonnambula ever. This recording features the two leading bel canto super stars of today, Cecilia Bartoli and Juan Diego Flórez, joining forces for the first time. It is the first ever recording with a 'mezzo-soprano' in the lead role, and the first ever recording with a period instrument orchestra. Many of the cadenzas sung by Cecilia Bartoli are those used by the great 19th Century interpreter of the role, Maria Malibran; this release concludes Cecilia's celebration of the bicentenary year of Maria Malibran (1808 - 1836). The album is released on October 17th and will be accompanied by a continued global tour covering Europe, Japan and America.
(Fonte: http://www.ceciliabartolionline.com/news.html)
1 Ouro + 1 Prata!
Tuesday, 19 August 2008
Apanhar búzios e conchas...
Vanessa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Thursday, 14 August 2008
Conversa em ambiente de férias
Saturday, 9 August 2008
Friday, 8 August 2008
Wednesday, 6 August 2008
Tuesday, 5 August 2008
Maria Callas em Lisboa

Monday, 4 August 2008
Livros na bagagem...
Férias de Verão sem livros não são férias :-) Nunca me aborreço tendo um livro na mão. A Moura Aveirense começou a ler Tolstoi na praia aos 12 anos ;) e quer mesmo aproveitar este mês para colocar a leitura em dia, já que não consegue fazê-lo tão regularmente como desejaria no resto do ano.
Ora, nestas férias vou dividir-me entre a literatura portuguesa e a russa... e para começar:

Sinopse
Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.
Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas. Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho.

Sinopse
Esta obra-prima da sátira soviética vem transpondo as gerações de leitores com a mesma força e a mesma popularidade de há setenta anos, quando foi escrita. Algumas frases, algumas chalaças de Ostap Bénder tornaram-se, para todos os russos, tão conhecidas como provérbios. As Doze Cadeiras tornaram-se uma espécie de fenómeno folclórico, entraram no imaginário de um enorme país. Foi uma das obras que o regime hitleriano mandou queimar nas fogueiras.
(Fonte: webboom.pt)
Sunday, 3 August 2008
Algarve... o interior da serra algarvia

(Monchique, no canto inferior direito; todas as outras, fotografias do concelho e cidade de Silves - Fotografias tiradas em 2007 e 2008)
Terraço Aberto
Terraço aberto
aos ventos e aos astros
crivado
das balas de frescura
das ranhuras do sol
muros
onde vejo dedos
muros fraternos
de meus ossos
aqui respiro
através das flores
da chaminé
nos planos brancos
nos montes azulados
nas velas brancas
nas areias douradas
aqui respiro
a claridade
António Ramos Rosa - que aqui descreve tão bem o interior do Algarve
Livros em férias...
Em férias, acabei de ler:


A antiguidade das coisas está no desejo de as esquecermos.
Mia Couto, in “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”
Saturday, 2 August 2008
Algarve by night!

(Em cima, fotografias de Vilamoura; em baixo, fotografias da animação nocturna nas ruas de Albufeira)
Não ao abandono dos animais!
Obviamente, o cão da Moura Aveirense acompanha-a nas aventuras em férias! :-) Quando ele percebe que vai passear (nem que seja dar apenas uma volta ao quarteirão), ele fica... assim! Prontinho para eu lhe colocar a coleira ;) «Vamos à rua, dona?!?!»

(Fotografia tirada em Julho de 2008)
Friday, 1 August 2008
Algarve... a gastronomia!
... o peixe e marisco, em todo o litoral Algarvio, nomeadamente em Olhão (no famoso Festival do Marisco)
... outra vez o marisco, no Restaurante Rui, em Silves...
... e para os "carnívoros"... ;) a não perder, o indispensável Frango da Guia, na Casa Ramires.... que garanto não ter os "efeitos especiais" do vídeo abaixo :-)
Bom apetite!






















