Moura Aveirense
Uma lisboeta em terras aveirenses... Um blog sobre "manias": música (clássica, mas não só...), livros, viagens, fotografia, pintura... e ciência
Wednesday, 24 October 2012
Tuesday, 23 October 2012
No vislumbre de um dia morno de sol, em pleno outono...
«A distância mais curta entre dois pontos é o desejo de se encontrarem.»
João Morgado
(Fotografia tirada em Copenhaga, numa das viagens de 2012)
Monday, 22 October 2012
Início de semana...
O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...
O dia deu em chuvoso.
Álvaro de Campos
Saturday, 20 October 2012
Daqui a pouco, as castanhas vão para o forno... servidos?
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina
(Fotografia tirada em Copenhaga, num entardecer de 2012)
Tuesday, 16 October 2012
E logo a seguir ao meu aniversário...
Caminha comigo, de mãos dadas
...
pela estrada sinuosa da vida
caminha comigo, lado a lado
no inconformado rio que chora
ao luar, podemos dançar
a dança da poesia
suavemente iludida
perfeitamente desnudada
vem, em passos lentos
suaves plumas envolventes
numa carícia só tua
num beijo infindável
nesta eloquência desmedida
no silêncio das palavras
no vibrar dos sentimentos
estás tu, poesia
ilusões que encantam,
que me fazem sonhar
estarei em teus braços
em perfeito jubilar.
Cecília Vilas Boas
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Monday, 15 October 2012
Monday, 24 September 2012
Tudo OK

Decidi escrever depois de uma mensagem da Gi. Vai tudo sobre rodas com a Moura Aveirense, mas confesso que me cansei um pouco da blogosfera e Facebook (em relação a este último, cada vez tenho mais reticências...). Simplesmente isso. Trabalho (muito, felizmente), música (sim, muita), leituras (mais ainda), cinema (quase que sou cinéfila), voltas e voltas de bicicleta e muita partilha (real, não cibernética...) tem constituído o fio que liga os dias.
Um dia destes regresso...
É muito bom sentir que, por aí, também pensam na que está aqui. Bem hajam.
Tuesday, 17 July 2012
Monday, 16 July 2012
Moonrise Kingdom... e o regresso à infância
Uma das minhas ocupações regulares este ano tem sido ir ao cinema. Para além do "Artista", "Hugo", "Iron lady" e esses filmes oscarizados também "O miúdo da bicicleta" e "A fonte das mulheres" também me tocaram bastante. Infelizmente, o Cineclube de Aveiro (o único que trazia filmes menos comerciais aqui ao burgo) interrompeu as suas sessões regulares, devido a restrições financeiras do Teatro Aveirense. Enfim...
Mas já não ia ao cinema há mais de um mês... interrompi o "jejum cinéfilo" com o lindíssimo "Moonrise Kingdom". Desde a estética da imagem (belíssimas, aquelas cenas de Suzy a ler ou no farol com os seus inseparáveis binóculos), passando pelo amor pelos livros (que "mimo", ela a ler alto para ele) e pela música (Britten, Schubert, Françoise Hardy, ... e tenho de regressar a Britten, que conheço pouco), este filme trouxe-me várias memórias da minha infância - entre as quais, o gira-discos portátil e os livros que eu devorava da Biblioteca do Escuteiro Mirim LOL... e que dizer daquele "barulho" imenso dos adultos, uma metáfora à sociedade atual, às famílias disfuncionais, aos pais divorciados (de amor), em que há tanto ruído, e as crianças andam lá pelo meio, a tentarem segurar-se...
Não percam!
.
Mas já não ia ao cinema há mais de um mês... interrompi o "jejum cinéfilo" com o lindíssimo "Moonrise Kingdom". Desde a estética da imagem (belíssimas, aquelas cenas de Suzy a ler ou no farol com os seus inseparáveis binóculos), passando pelo amor pelos livros (que "mimo", ela a ler alto para ele) e pela música (Britten, Schubert, Françoise Hardy, ... e tenho de regressar a Britten, que conheço pouco), este filme trouxe-me várias memórias da minha infância - entre as quais, o gira-discos portátil e os livros que eu devorava da Biblioteca do Escuteiro Mirim LOL... e que dizer daquele "barulho" imenso dos adultos, uma metáfora à sociedade atual, às famílias disfuncionais, aos pais divorciados (de amor), em que há tanto ruído, e as crianças andam lá pelo meio, a tentarem segurar-se...
Não percam!
.
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Thursday, 5 July 2012
Interrupção do modo "pause"...
Repito o teu nome todas as noites
Quando me deito e finjo que te abraço
... Nesta cama, nesta noite,
Sob um céu de estrelas e luar.
Beijo-te, levemente, em silêncio
Como se estivesses entre os meus braços.
O mesmo silêncio que contém
A tua ausência e as minhas palavras.
Essa ausência que chegou antes do tempo,
Antes de eu ter existido
Na primavera do teu olhar.
Antes de ter dado lugar ao teu corpo no meu.
Aos teus braços no meu corpo.
Acordo de madrugada
E sinto que o tempo não vai chegar
Para te dizer todas as palavras que não disse.
O tempo não vai chegar
Para te dizer, que tu, longe de mim,
És uma espécie de dor.
Tudo se perdeu nos meus braços,
Quando fingindo, te abraçavam.
Paulo Eduardo Campos
(Fotografia encontrada no FB)
Monday, 4 June 2012
Sunday, 3 June 2012
Domingo... e o regresso à blogosfera.
Não tenho parado muito por aqui. Trabalho, isto e aquilo, e também - confesso - pouca vontade da blogosfera, mais vontade de me dedicar a outras coisas. A estar com as pessoas de quem gosto... À leitura... acabei o "Abraço", do fantástico José Luís Peixoto (não deixem de ler as suas crónicas tão, tão bonitas), e vou a caminho do fim da "Clarabóia (que livro fantástico, este, de um José Saramago ainda tão longe do Nobel... como é possível que um livro escrito a 1953 seja tão atual... e onde se vislumbram temas como os dos conflitos interiores nas famílias, até à homossexualidade velada e a prostituição).
E que dizer do belíssimo concerto de Arianna Savall em Leiria, no passado dia 26 de maio? As músicas do Mediterrâneo encantaram-me, cantadas (e ecoadas... belos efeitos acústicos no auditório do Museu de Imagem e do Movimento) pela belíssima voz da filha de Jordi Savall e Montserrat Figueras. Arianna segue as pisadas dos pais e o exemplo do pai nos concertos: gosta de explicar as músicas que ela e os seus acompanhantes do grupo Hirundo Maris interpretavam (Petter Udland Johansen, no canto, rabeca e bandolim - e que surpresa, a sua voz tão timbrada! - e Miquel Angel Cordero, no contrabaixo). Obrigada, Miguel Sobral Cid, por continuar a trazer bela música e excelentes intérpretes a Leiria (ainda há um ano assistia ao concerto do pai Savall).
Entretanto, saibam que a Moura tornou-se ultimamente um pouco mais Aveirense: recomecei a andar de bicicleta, depois de mais de 20-25 anos de interregno. E, acreditem, realmente nunca se esquece :-) É incrível como as paisagens onde passamos tantas vezes de carro se tornam diferentes... e é, definitivamente, muito divertido!
(Fotografia de David Fonseca)
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Das boas notícias
"Desta vez, a Maria João teve sorte. Nunca tinha visto uma médica a chorar. Foi a Maria João que puxou as lágrimas, quando a Dra. Teresa Ferreira lhe disse que não havia mais metástases dentro dela. Ficámos os três a chorar e a olhar para os outros olhos a chorar.
A minha amada já tinha esquecido o futuro. Já não queria saber da casa nova, do tecido para forrar os sofás, do Verão seguinte. Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte. Só a morte é mais triste. Tinha-se preparado para ouvir o que já sabia, para não se assustar quando lhe dissessem que o cancro na mama tinha voltado e que se tinha espalhado por toda a parte.
Depois - mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre - voltou a ver vida pela frente. Reapareceu um horizonte e um caminho até lá, com passos para dar. "São tão raras as boas notícias", disse a médica, "e é tão bom dá-las, vocês não imaginam". Nós não imaginámos. Começámos a chorar. As lágrimas ajudam muito. As dos outros especialmente. Chorar sozinho não tem o mesmo efeito. A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade.
Como chora cada vez que ouve ou lê palavras doces, a dar força, a partilhar a dor, a juntar-se para que ela saiba que há muita gente a sofrer com ela, tal é a vontade delas que ela não sofra. Ou sofra pouco. Embora isto de se ficar vivo também se estranhe um bocadinho"
A minha amada já tinha esquecido o futuro. Já não queria saber da casa nova, do tecido para forrar os sofás, do Verão seguinte. Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte. Só a morte é mais triste. Tinha-se preparado para ouvir o que já sabia, para não se assustar quando lhe dissessem que o cancro na mama tinha voltado e que se tinha espalhado por toda a parte.
Depois - mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre - voltou a ver vida pela frente. Reapareceu um horizonte e um caminho até lá, com passos para dar. "São tão raras as boas notícias", disse a médica, "e é tão bom dá-las, vocês não imaginam". Nós não imaginámos. Começámos a chorar. As lágrimas ajudam muito. As dos outros especialmente. Chorar sozinho não tem o mesmo efeito. A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade.
Como chora cada vez que ouve ou lê palavras doces, a dar força, a partilhar a dor, a juntar-se para que ela saiba que há muita gente a sofrer com ela, tal é a vontade delas que ela não sofra. Ou sofra pouco. Embora isto de se ficar vivo também se estranhe um bocadinho"
(Pedro Rolo Duarte, no seu blogue)
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Wednesday, 23 May 2012
Durante semanas a fio, não acontece nada...
... agora, a 26 de maio, temos em simultâneo TEDx Aveiro, conversa com o Valter Hugo Mãe, workshop de danças tradicionais (estes três eventos em Aveiro) e concerto de Arianna Savall em Leiria.
Dai-me paciência... ou capacidade de desdobramento...
Dai-me paciência... ou capacidade de desdobramento...
Monday, 21 May 2012
Turbilhão?!? :-)
É no teu olhar tão puro
Que vou lendo o meu futuro,
Pois o passado esqueci;
E fico recompensado
Da perda desse passado
Quando estou ao pé de ti.
António Aleixo
(Fotografia do fondue encontrada aqui)
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Mário Laginha
Saturday, 19 May 2012
Friday, 18 May 2012
Um dia leve... é o que se quer...
... que começa ao som desta música, que não me sai da cabeça. O Bruce Springsteen continua em grande forma. Entretanto, se não "nos virmos", bom fim de semana!
Leve,
Tão leve …
... Volátil ou voador,
Às vezes cacto,
outras vezes flor.
Leve,
Sem regras, barreiras
... fronteiras,
Sem censura nem
clausura.
Às vezes atroz outras
vezes doçura
Leve,
O vento, o sorriso …
O pensamento,
Leves as palavras de amor,
O perfume de uma flor.
Leve o olhar em que fraquejo,
Leve o beijo em que
arquejo
Leve o arrepio na
pele
O sonho que me embala
Que me transporta e
suspende
Que me empurra e
surpreende.
Leve o arrepio na
pele.
Leve o sonho que me
motiva
Que me preenche e
cativa
Leve o sonho de ser
gente
De sorrir e estar
presente
Leve o tempo de
sorrir
De dar e repartir
Leve …. Loucura de
ser feliz
Fernanda Paixão
(Fotografia de Melissa Deakin)
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Thursday, 17 May 2012
Este fim de tarde, vamos ver o Mar?
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.
Sophia
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Sophia
Wednesday, 16 May 2012
Um filme triste e tocante...
... em que a raiva de uma criança desprezada pelo pai vem sempre ao de cima, contra todos... em que o abismo da delinquência infantil se avizinha... mas em que, felizmente, a esperança é sempre a última a persistir. E o 2.º andamento do meu concerto preferido para piano e orquestra (o 5.º de Beethoven) flui pelo enredo, distribuído em grupos de acordes por todo o filme. Bom filme, recomendo vivamente.
Tuesday, 15 May 2012
Momentos que apetecem...
Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato
david mourão-ferreira
(Fotografia encontrada aqui)
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Pino de Vittorio
Monday, 14 May 2012
Sunday, 13 May 2012
Entre a Índia e o Norte de África...
... a fazer lembrar-me dois países em que já estive (no segundo caso, a excursão surreal que fiz perto de Agadir, numa tarde, entre as montanhas do Atlas), dois filmes muito bem conseguidos.
Um filme sobre a vida na terceira idade...
... e outro sobre o papel das mulheres, infelizmente ainda em muitas civilizações.
Um filme sobre a vida na terceira idade...
... e outro sobre o papel das mulheres, infelizmente ainda em muitas civilizações.
Fragilidade
É tão frágil a vida,
tão efémero, tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo ?)
E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade,
de resistir à morte
quanto maior a idade.
Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.
Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber
Que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos).
Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não!" a tudo
que tenha outro sentido.
E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga!)
teremos p'ra viver
senão a própria vida?
Alexandre O'Neil
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Vida
Saturday, 12 May 2012
Tuesday, 8 May 2012
Viver!
Também eu tenho um "hobby": é viver
minuto após minuto a minha vida,
se possível do lado em que souber
que vale mais a pena ser vivida.
Já deixei de sonhar com andorinhas
e com o deus à venda nos prospectos.
Recuso-me a entrar em capelinhas
pois faço à transparência os meus projectos.
Sei bem que os incapazes me detestam
e nem os preguiçosos aguentam
comigo a funcionar a todo o gás.
Contudo, cada um vale o que vale.
Porquê ambicionar ser imortal
se nunca saberei se fui capaz?
Joaquim Pessoa

(Fotografia encontrada no Flickr)
Monday, 7 May 2012
Sunday, 6 May 2012
Mãe
"mãe, eu sei que ainda guardas mil estrelas no colo.
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são
todas as estrelas que existem."
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
(Fotografia de Daniela Pratt)
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são
todas as estrelas que existem."
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
(Fotografia de Daniela Pratt)
6
Intimidade
No
coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

(Fotografia tirada na Praia da Adraga, abril de 2012)
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

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Saturday, 5 May 2012
Thursday, 3 May 2012
Em Atenas... (II)
... passando pelo curioso mercado, onde os pregões (em voz bem,
bem alta!) feita pelos talhantes e vendedores de peixe dava um colorido (e uma
confusão!) muito particular...
... e o que me
enervaram os vendedores! Quem conhece a Moura Aveirense sabe que detesta
sentir-se pressionada a comprar algo (é meio-caminho para fugir a sete pés).
Era o que sentia nas lojas turísticas, com os vendedores a perseguirem-me por
toda a loja, a descrever todos os produtos e respetivos preços / promoções.
Pior que em Marrocos, irra!... O que vale é que a visão das esculturas gregas antigas - muitas vezes, com gatos à mistura...
... eram um bálsamo para a alma... e o que dizer
das pedras de 2400 anos na Acrópole?
Chuva?!?
Nãaaaaaa!... Quase sempre sol e temperaturas muito agradáveis (~25ºC)!
(Fotografias tiradas em Atenas, abril de 2012)
Wednesday, 2 May 2012
Sobre as imagens da campanha do Pingo Doce?...
... com o pessoal a empurrar, o caos instalado, prateleiras vazias, a comerem iogurtes, etc, enquanto esperavam nas filas? O que me fez lembrar? O que está descrito no "Ensaio sobre a Cegueira", do Saramago. Leiam.
Em Atenas... (I)
A camada de smog, bem visível nas primeiras horas do dia e na Primavera... isto no verão deve ser um inferno...
Desloquei-me a Atenas em trabalho e fui encontrar a cidade calma e totalmente normal - a seguir, fotografia tirada na Praça Syntagma. Manifs? Gás lacrimogénio? Nem vê-los, felizmente...
Reencontrei um colega grego que me disse que as manifestações (quando as há) e respetivos tumultos se situam em frente ao Parlamento, 50 metros adiante não há nada. Lojas fechadas? Pedintes na rua? Sim, mas aqui também os há, sinceramente não notei diferença nenhuma. Avisaram-me apenas dos carteiristas nas zonas turísticas ("nunca largues a mala, leva-a sempre à tua frente, não a largues no restaurante)... hei, mas aqui em Portugal também os há (nomeadamente quando vivia em Lisboa, havia zonas da cidade onde ninguém me encontraria à noite - e mesmo de dia... - e nunca largava a carteira de vista, nomeadamente nos transportes públicos). Na zona que frequentei mais, perto da embaixada Americana, via-se um maior número de polícias, só isso. De resto, os atenienses são muito parecidos connosco, bastante afáveis e simpáticos.
Não posso dizer que ache a cidade belíssima, mas há curiosidades... desde a sinalética escrita em grego... by the way, alguém adivinha o que quer dizer a primeira palavra de cor azul (por baixo das letras gregas) na fotografia do canto inferior direito? É algo bem familiar... ;)
(... to be continued...)
(Fotografias tiradas em Atenas, abril de 2012)
Desloquei-me a Atenas em trabalho e fui encontrar a cidade calma e totalmente normal - a seguir, fotografia tirada na Praça Syntagma. Manifs? Gás lacrimogénio? Nem vê-los, felizmente...
Reencontrei um colega grego que me disse que as manifestações (quando as há) e respetivos tumultos se situam em frente ao Parlamento, 50 metros adiante não há nada. Lojas fechadas? Pedintes na rua? Sim, mas aqui também os há, sinceramente não notei diferença nenhuma. Avisaram-me apenas dos carteiristas nas zonas turísticas ("nunca largues a mala, leva-a sempre à tua frente, não a largues no restaurante)... hei, mas aqui em Portugal também os há (nomeadamente quando vivia em Lisboa, havia zonas da cidade onde ninguém me encontraria à noite - e mesmo de dia... - e nunca largava a carteira de vista, nomeadamente nos transportes públicos). Na zona que frequentei mais, perto da embaixada Americana, via-se um maior número de polícias, só isso. De resto, os atenienses são muito parecidos connosco, bastante afáveis e simpáticos.
Não posso dizer que ache a cidade belíssima, mas há curiosidades... desde a sinalética escrita em grego... by the way, alguém adivinha o que quer dizer a primeira palavra de cor azul (por baixo das letras gregas) na fotografia do canto inferior direito? É algo bem familiar... ;)
(... to be continued...)
(Fotografias tiradas em Atenas, abril de 2012)
Tuesday, 1 May 2012
A começar pela ida a Atenas...
Monday, 30 April 2012
Como foi?
Entre uma viagem a Atenas, fim de semana em Lisboa, momentos especiais, Dias da Música, calor, tempo tempestuoso, etc., os dias da Moura Aveirense têm sido cheios... e bons, muito bons. Pouco a pouco, farei as atualizações no blogue.
Conta-me como foi, diz-me onde e quando me encontraste,
Diz-me se foi para sempre,
ou apenas durante um tempo em que sonhaste...
José Gabriel Duarte
(... uma das peças de "recitar cantando" que ouvi ontem, no concerto magnífico de Pino de Vittorio que assisti ontem no CCB, inserido nos Dias da Música...ai tarantellas, tarantellas...)
(Fotografia tirada na praia da Adraga, abril de 2012)
Conta-me como foi, diz-me onde e quando me encontraste,
Diz-me se foi para sempre,
ou apenas durante um tempo em que sonhaste...
José Gabriel Duarte
(... uma das peças de "recitar cantando" que ouvi ontem, no concerto magnífico de Pino de Vittorio que assisti ontem no CCB, inserido nos Dias da Música...ai tarantellas, tarantellas...)
(Fotografia tirada na praia da Adraga, abril de 2012)
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